Desgaste é a perda progressiva de material das peças, ocasionada pelo atrito entre a superfície destas e o material com as quais as mesmas fazem contato.

Este processo é a resultante, principalmente, pela ação mecânica entre os corpos ou química, pela ação de agentes corrosivos naturais e/ou contaminantes.

Os desgastes podem ser classificados como “normal” e “prematuro”. Abaixo, elencamos pontos característicos de cada um:

  • Desgaste Normal

Podemos definir como “Desgaste Normal” toda alteração do estado físico da peça ou faca, ocorrida normalmente por abrasão com o material a ser cortado em tempos pré-determinados, ou seja, dentro do período de durabilidade previsto.

Para que se atinjam níveis de desgastes considerados normais, é importante observar alguns aspectos e tomar ações como: controlar o nível de impureza no processo (mínimo possível), limpeza periódica do equipamento, fixação correta das peças e facas com aplicação de torques adequados, regulagens e folgas conforme especificadas no manual de instruções das máquinas, lubrificações periódicas, etc.

  • Desgaste Prematuro

O “Desgaste Prematuro” é toda alteração do estado físico da peça e/ou faca em tempos inferiores ao período pré-determinado de vida útil, ocorrida normalmente pela corrosão ou quebra no contato com materiais indevidos no processo de corte, sendo necessária a substituição imediata ou antecipada do componente, implicando em paradas não programadas dos equipamentos e, consequentemente descontinuidade do processo produtivo (perdas).

Alguns pontos são considerados cruciais como causas do desgaste acelerado: teor excessivo de contaminantes no processo, principalmente sílica, areia, pedras, metais, ou produtos químicos; folga excessiva entre faca e contra faca; substituição das facas e componentes em períodos superiores do especificado; alimentação irregular com picos acima da capacidade da máquina, ocasionando “embuchamento e recirculação”  de material no interior do equipamento; utilização de peças e/ou facas fabricadas com materiais incompatíveis com a aplicabilidade, entre outros.

A pratica correta de manutenção, aliada a periodicidade adequada de trocas de peças são fatores fundamentais para o bom funcionamento do equipamento, e maior disponibilidade operacional.

A INFASUL pode auxilia-lo na identificação de pontos de melhorias e na padronização de práticas de planejamento e manutenção.

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